sábado, 27 de julho de 2013

Obesidade 2: dificuldades no cotidiano

Então as maiores dificuldades que precisamos enfrentar é a nossa própria aceitação... porque estamos fora do padrão determinado pela atual "sociedade"... na qual vivemos uma obsessão pelo corpo ideal... então o que vale é o que aparece ficando a subjetividade como algo sem importância e sem sentido. 
Bem voltando ao cotidiano... então quando vou sair (convívio social) fico sempre me sentindo fora do que é esperado pelos outros... além da dificuldade devido as cadeiras nada confortáveis de alguns estabelecimentos... mas pior é a catraca de ônibus... pois a dificuldade de passar pela mesma é muito grande... daí não olho para ninguém, nem para o cobrador - por causa do constrangimento presente neste momento... e os bancos dos ônibus coletivos?!?... pois sempre a gente acaba invadindo o espaço do outro... situação difícil!
E, para comprar roupa então... "Deus Meu"... primeiro a gente acaba tendo que ir as lojas especializadas e nem sempre as vendedoras nos compreendem... isso é muito chato... e ainda perguntam: qual seu número? Isso é muito constrangedor... pois cada confecção tem a sua numeração... então eu tenho roupa do 50 ao 60... ninguém merece...
Percebo que só compreende o que estou falando quem passo ou já passou por essa situação...



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Obesidade 1 - considerações gerais


Faz muito tempo que tenho vontade de escrever sobre o tema OBESIDADE. Mas por incrível que pareça me faltava coragem. Pois, no senso comum, parece que a obesidade está atrelada ao fato de baixa autoestima, infelicidade, falta de amor próprio, desleixo, irresponsabilidade, falta de controle, entre outras coisas. Então teria que assumir uma coisa que eu não sou, pois eu me amo, sou determinada e comprometida comigo mesma. Mas claro que o que me levou a estar com obesidade grau 1, foram dificuldades minhas em lidar com os obstáculos da vida... mas isso não significa que eu não me ame ou que não seja feliz. Então é isso... a partir de agora quero compartilhar as dificuldades que enfrenta uma pessoa obesa.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cintilografia Óssea Normal




Hoje estou muito feliz... pois o resultado de minha cintilografia óssea foi normal!!!!
Desde o tempo em estava fazendo radioterapia... ao escutar a conversa de duas mulheres, também, em tratamento por causa da metástase óssea... sobre como estavam enfrentando esta nova fase de suas vidas... sempre fiquei com muito medo de pegar o resultado desde exame. Nunca tive muitos "medos"... mas agora a cada nova necessidade de fazer os exames de rotina... tenho sentido medo... o câncer fica como que um fantasma... me assombrando. 
Claro que estou sempre enxotando estes medos... mas gostaria de compartilhar com vocês estes sentimentos... que me parecem normal de serem sentidos... pior me parece é a negação dos mesmos... porque isso não quer dizer que me sinta desanimada ou tomada pelo medo... de modo algum...

Então quero mesmo... é dividir com vocês a minha FELICIDADE. Exame NORMAL!!!! 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Dia da Família


Então hoje estamos festejando a FAMÍLIA!!! Ótimo acho maravilhoso termos um dia específico para a família, pois ela é a base para nossa vida.
Mas acredito que devemos aproveitar este dia para pensarmos um pouco mais de que família estamos falando. 
Fui procurar uma imagem para ilustrar o Dia da Família e só achei imagens de papai, mamãe e filho(s) e, pensei mas essa não é a minha família.
Então, quando instigo as pessoas a falarem sobre família a única resposta que obtenho é: "hoje a família é diferente... vivemos outros tempos e com novos modelos de família". Se digo que precisamos pensar afinal o que ocorre nestas famílias diferentes, a resposta é sempre a mesma... a resposta só muda quando pergunto para os filhos de pais separados: "como vocês se sentem vendo seus pais separados?". Bem daí sim a resposta é diferente e, vejo muita dor, sofrimento e muitos filhos assumindo responsabilidades que são dos pais... mas como os mesmos estão separados e muitas vezes com o emocional afetado... tem sobrado para os filhos responsabilidades muitas vezes descabidas.
Vejo também que as pessoas tem feito pouco empenho para manter as relações... tudo é superficial e movido pelo imediatismo e, desta forma, muitos pais tem simplesmente abandonado seus filhos a mercê do mundo.
Sou muito criticada pela forma como lido com as situações da vida... mas tenho claro que fui eu quem quis ter filhos... então sempre que percebo sofrimento nos olhos de minhas filhas... eu não descanso... preciso fazer o que estiver ao meu alcance para amenizar o sofrimento ou para estar junto com elas no que precisarem.
E, quando sofri com a minha separação foi na minha família que consegui amparo e suporte para enfrentar as dificuldades para depois me voltar e amparar minhas filhas.
Então o que proponho é: "de que tipo de família estamos falando mesmo? Que investimento tenho feito em minha família? O que faço de modo a auxiliar na manutenção do equilíbrio emocional de meus filhos? Tenho pensado na família ou só em mim? Tenho que ser feliz e o resto é resto." Então fica a dica: a família precisa é viver em paz, com relações saudáveis, para o bem de todos os envolvidos nesta família e, isso a gente só consegue cuidando da nossa família.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Violência contra a MULHER: realidade brasileira comparada à espanhola


O que leva um ser humano a retirar a vida de outra pessoa? 

É com esta indagação e indignação que acordei hoje... pois ontem a vida de uma Enfermeira (minha ex-aluna) foi retirada pelo seu companheiro... que país é este quando temos uma média de 10 mulheres mortas no Brasil, por dia... mesmo com a Lei 11.340/2006, conhecida como "Lei Maria da Penha", que considera crise a violência contra a mulher, ainda é tão alta a crueldade contra a mulher brasileira...

Quanto estive na Espanha (setembro de 2011 à fevereiro de 2012) me chamou a atenção  a relevância que as mortes de mulheres por violência de gênero tem na sociedade e, especialmente nos meios de comunicação. No ano de 2011 foram 67 assassinatos pelo motivo em pauta (fonte: http://ibasque.com/mujeres-muertas-en-espana-por-violencia-machista). Os casos são lembrados frequentemente, e os assassinos rastreados e vigiados (encaminhamentos jurídicos) pela imprensa, até a solução do caso em questão. Ainda cada novo caso é notícia de capa nos jornais do país (fonte: 

Então precisamos pensar em ações político-sociais sobre estes dados estatísticos aqui no Brasil... talvez a ideia da Espanha possa ser interessante ser reproduzida em nosso país... pois a cada novo caso de violência contra a mulher é feita uma ampla divulgação e exposição da situação e do assassino na mídia.

Bem mas outra coisa muito interessante, na Espanha, é que os profissionais de saúde estão sendo capacitados (cursos de especialização e mestrado) para identificação do "assédio moral"... no momento das consultas com as mulheres... o "assédio moral" é outra forma de violência muito debilitante... e que aqui... em nosso país pouco se ouve falar no assédio dentro das famílias... a ênfase é dada ao ambiente de trabalho e escolar... e se sabe que a vítima pode inclusive... além da imensa dor... desenvolver um desequilíbrio físico ou emocional, podendo chegar ao desenvolvimento de uma psicose (doença mental) ou alguma doença orgânica, entre elas o "Câncer", uma Hipertensão Arterial, etc. Já que o assédio moral se caracteriza por uma conduta abusiva, no qual ocorre uma violência psicológica contra a vítima e sua dignidade, de modo repetitivo e prolongado, com exposição a situações vexatórias.

Diversas são as expressões empregadas com a finalidade de ofender ou "diminuir"  a vítima do assédio, ou seja:
- Você é mesmo difícil e chata. Não consegue fazer as coisas mais simples. Até uma criança faz isso!
- O ambiente familiar não é lugar de doente. Você só atrapalha a nossa família.
- Você é mole, frouxa e muito incompetente no que faz.
- Ela faz confusão com tudo... é muito encrenqueira! É histérica! 
Entre outras...

Então você imagina estas expressões todo o dia... a pessoa pode acabar acreditando que não tem valor, se descaracterizando enquanto um ser humano no mundo... o "assédio moral" me parece uma coisa muito triste e ainda muito subliminar nas relações familiares... até porque o agressor em muitos casos é um excelente "manipulador"...

Bem aqui fica o desabafo de uma cidadã que considera a sociedade brasileira ainda pouco efetiva em suas ações quanto a violência contra a mulher no seu sentido mais amplo...


sábado, 11 de agosto de 2012

Continuo com efeitos colaterais do tratamento

Gostaria de compartilhar com vocês que continuo com alguns efeitos colaterais, apesar de fazerem 22 meses do término do tratamento de quimio e radio... mas continuo firme fazendo uso do tamoxifeno... bem então os efeitos que ainda tenho são: alguns períodos diários de calorões, calor em especial na cabeça acompanhado de sudorese; alergia pelo corpo - atualmente na perna direita e nas costas, mas em regiões pequenas e delimitadas e as unhas dos dedões do pé continuam com fungo.

Mas estas coisas tem sido tranquilas de serem administradas... Graças à Deus.


domingo, 20 de maio de 2012

Retorno ao Brasil

Me senti muito feliz ao retornar ao Brasil... estava com muitas saudades do meu país, das minhas filhas, da família, dos amigos e da minha casa, da minha cama... eheheh
Ao chegar resolvi matar a saudades de minha filha Paula e, assim passeei por São Paulo. 






De volta inclusive a praia - Cassino.